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É a primeira vez que tenho a oportunidade de escrever no blog, portanto acho que é meio estranho, uma vez que não sei ao certo o que escrever. rsrs

Pois bem, como o blog versa sobre assuntos ligados ao Exame da Ordem, acho que o mais apropriado é dissertar alguma coisa em relação ao PÓS PROVA. Aliás, tema sugerido pela Lia.

Bom, vamos lá…

Eu formei em dezembro de 2010, mas antes mesmo de colar grau eu já tinha feito o Exame da Ordem 2010.2, no qual eu logrei êxito na Primeira Fase, mas infelizmente eu reprovei na Segunda, sendo que fiquei sabendo do resultado catastrófico uma semana (exatamente isso) antes do início das festividades da formatura. Enfim, essa sensação, decepção, frustração e tudo ‘ção’ ficam para outro Post.

Não obstante, não desisti de passar na bendita prova. No mesmo mês, após o Natal, iniciei os estudos para a 2010.3, que ocorreu em fevereiro passado. A FGV pegou pesadinho na prova, mas eu estava confiante de que faria a Segunda Fase. Dito e feito, com o gabarito em mãos, sabia que podia me matricular no cursinho e me preparar NOVAMENTE para a Segunda Fase.

O preparo foi intenso, nesse tempo quase não tinha vida social, até porque estudava de manhã, trabalhava no período da tarde e fazia cursinho à noite. E, ainda, chegava a minha casa e fazia questão de acompanhar o Corujão do Professor Flávio Martins, ou seja, só ia dormir depois da 1h da manhã.

Chegou o dia da prova, final de março, senti que aquele dia era meu, a prova tinha sido feita pra mim, e tive a plena certeza disso quando me entregaram o meu caderno de prova. Sai da prova com a certeza de que tinha passado.

Antes mesmo de chegar a minha casa, minha amiga, que também fez para a área penal, me ligou perguntando como eu tinha ido, e eu dirigindo, comecei a trocar umas ideias do que eu havia respondido nas questões subjetivas e as teses alegadas na peça. Parecia até que tínhamos colado uma da outra, pois as nossas respostas estavam muito semelhantes. A diferença é que meu nome começa com a letra M e ela com a letra B, então, por razões óbvias, ficamos em salas diferentes.

Assisti ao comentário da prova, feito pela Patrícia, PH, Junqueira, Madeira e Flávio, e constatei que não tinha alegado tudo o que eles tinham dito. Daí vem uma sensação horrorosa, para não dizer horripilante, de MEDO de fracassar mais uma vez na prova. Nessa mesma noite, ainda no domingo, tive uma crise interminável de choro, se não fosse minha mãe pra me acalmar, dizendo que tudo daria certo, e caso não passasse eu faria a prova outra vez, pois não devo satisfações a ninguém, acho que passaria a noite inteira aos prantos – literalmente.

Passada a primeira noite, comecei a ter diversos pesadelos de que, mais uma vez, fracassaria na prova, acordava durante a noite tentando somar aquilo que eu tinha acertado, segundo os professores, pra ver se chegava a tão esperada nota 6. Afinal, era somente disso que eu precisava.

No transcorrer dos dias, quando eu achava que tinha desencanado da prova, as pessoas (muitas vezes não por maldade) vinham e me perguntavam como eu tinha ido, quantos eu tinha acertado e se eu achava que passaria. Minha tortura mental iniciava novamente. E, mais uma vez, eu pedia a Deus que me desse a serenidade necessária para aguardar o prazo de 1 mês para o resultado.

Chegou final de abril, a FGV emite um comunicado informando que o resultado sairia somente em maio. Na hora eu pensei: O que??? Como assim??? Já estou em um nível elevamos de estresse, ansiedade e aflição, e a FV bem com uma dessas? Isso não é sacanagem, é terrorismo!!!!!!

Tive que esperar, como qualquer mortal, mais esse um mês de espera. A partir de então, quase não dormia mais (pode parecer exagero, mas esperar um mês é tolerável, agora dois meses é extremamente agonizante). Felizmente pude contar com pessoas muito queridas, as quais sempre me apoiavam, estimulavam dizendo que eu passaria. Uma delas é a minha irmã gêmea, que sabe muito bem a dor de uma reprovação, visto que estudou 6 anos para passar no vestibular de medicina, sendo que neste ano entrou na tão sonhada faculdade.

Sem esquecer, é claro, da minha mãe, que com a sua interminável paciência sempre, mas sempre mesmo, me colocou no colo, acalmando-me nos meus momentos de desespero.

O Twitter, por sua vez, foi uma ferramenta de extrema valia, pois conheci pessoas maravilhosas que escutavam a minha piração diária e, ainda, tinham paciência de atenuar a minha ansiedade. A Patricia Vanzolini, sem sombra de dúvidas, é uma dessas pessoas iluminadas que Deus coloca no nosso caminho, tinha dias que o nervosismo era tamanho (não só meu, mas também dos outros candidatos) que ela tinha a calma de dizer que não podíamos fazer mais nada, que a única alternativa era esperar. Ainda assim, conversava sobre outros assuntos (até de horóscopo) para tentar nos distrair.

A Poliana também foi uma querida amiga que conheci por intermédio dessa rede social e que teve a paciência de me apoiar e, de certa forma, sofrer junto.

O resultado estava marcado para sair no dia 20 de maio, mas no dia 19 me deu um estalo, uma sensação de que seria divulgado no final da tarde, bem como de vitória. Eu sentia que essa vermelhaça já era minha. Trabalhei no período da tarde, sempre atenta a movimentação do site a OAB (rs), clicando no famoso F5. Às 17h ainda não tinha sido liberado o resultado, saí de lá e fui acompanhar minha mãe a uma reunião, sendo que, por estar enfadonha do blá, blá, blá, resolvi entrar pelo celular no twitter. Para a minha surpresa tinha um tweet da Poliana dizendo pra mim: Mariana, você passou na OAB. Eu não sabia se eu acreditava, chorava ou pulava.

Na mesma hora liguei para a minha irmã e para uma amiga, pedindo que elas entrassem no site da OAB e constatassem se meu nome realmente estava na lista dos aprovados. A internet quando mais você precisa dela, ela não funciona.. É sempre assim.

Eu perguntava para a Poliana se era verdade mesmo, até porque ela não sabia meu nome completo, ela me respondia que sim, mas que já tinha saído da página. Continuei a minha peregrinação de achar alguém que olhasse o resultado pra mim, até que várias pessoas começaram a responder que meu nome constava na lista. Eu pulava de felicidade, e quando olhei para a minha mãe que ainda se encontrava na reunião, ela viu na expressão do meu rosto, e pelo fato de me conhecer tão bem, que eu tinha logrado êxito na prova. Fez questão de parar a reunião e contar a novidade para todos (mico? Com certeza!!! No entanto, neste dia, estava liberado qualquer mico).

Cheguei a minha casa voando, abri a página da internet e vi que meu nome completo, inteiro, bonitão, estava lá!!!! Olha é assim mesmo: você só acredita vendo!!!!!!!!!!! Neste dia, senti que todo o esforço, o sacrifício de noites mal dormidas, preocupação, aflição, ansiedade, estresse, neurose valeram a pena, afinal eu tinha passado na temível prova da OAB!!!!

Portanto, faltam pouco mais de 2 semanas para o resultado ser divulgado. Neste período, você vai pirar, chorar, contar e recontar o que colocou, tentar atribuir nota (ainda sem o espelho da correção) para os itens, ou seja, tudo isso faz parte da nossa trajetória, do nosso crescimento. Cada um reage diferente, mas uma coisa é certa: a ansiedade vai bater e muito ainda a sua porta! Depois cada um vai lembrar o que passou e, de certa forma, vai dar risada do que aconteceu. Para muitos, também, poderá ser a primeira derrota na vida, mas não se esqueçam: tudo passa nessa vida. Caso seja preciso, levante a cabeça, retome os estudos, que tudo na vida tem sua hora certa de acontecer.

Até logo!

Mariana

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